O SINICON manifesta preocupação com o movimento recente de elevação dos preços de insumos essenciais para o setor.
Publicado por COMUNICAÇÕES em ECONOMIA · Quinta 12 Mar 2026 · 1:45
O Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada-Infraestrutura (SINICON) manifesta preocupação com o movimento recente de elevação dos preços de insumos essenciais para o setor, impulsionado pelo repasse antecipado que o mercado vem realizando em função da alta no preço do barril de petróleo no cenário internacional.
A cadeia produtiva da construção pesada é intensiva em materiais derivados de petróleo e em insumos cujo processo produtivo ou logística dependem fortemente de combustíveis fósseis. Produtos como asfalto, combustíveis, lubrificantes, além de diversos componentes industriais e serviços de transporte, têm seus preços diretamente impactados pelas oscilações no mercado internacional de petróleo. O repasse imediato dessas expectativas de aumento já começa a pressionar os custos das obras de infraestrutura em andamento e dos novos projetos.
Esse movimento ocorre em um momento sensível para a infraestrutura brasileira, marcado pela retomada gradual dos investimentos públicos e privados, pela ampliação de programas estruturantes e pela necessidade de acelerar obras estratégicas para o desenvolvimento do país. A elevação abrupta e antecipada de custos pode gerar desequilíbrios contratuais, pressionar orçamentos previamente definidos e introduzir incertezas adicionais no planejamento de investimentos de longo prazo.
O SINICON ressalta a importância que seja assegurada a previsibilidade econômica e contratual nas obras de infraestrutura. Mecanismos de reequilíbrio e atualização de preços previstos nos contratos públicos e privados são instrumentos essenciais para assegurar a continuidade das obras e a sustentabilidade financeira dos projetos.
O setor de construção pesada tem papel decisivo na geração de empregos, na dinamização da economia e na expansão da infraestrutura nacional. Nesse contexto, é fundamental que o ambiente econômico e regulatório permita que as obras avancem com estabilidade, evitando que choques externos, como a volatilidade do petróleo, comprometam o ritmo dos investimentos necessários ao desenvolvimento do Brasil.
Claudio Medeiros,
Presidente do SINICON.










